Dr. Felipe Magalhães - CRM-BA 12377
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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Mamoplastia Redutora

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MAMOPLASTIA REDUTORA E MASTOPEXIA

A cirurgia das mamas é conhecida como mamoplastia redutora, quando se quer diminuir o tamanho e suspender, e mastopexia quando a intenção é apenas suspender. É uma cirurgia que tem sua indicação quando a paciente queixa-se de um grande volume mamário decorrente da amamentação, do excesso de peso, que tenha sofrido "queda" com o passar do tempo, ou mesmo uma mama que seja grande desde a adolescência.

A técnica utilizada nessa cirurgia dependerá do tamanho das mamas, da qualidade da pele, de cirurgias prévias, etc. Poderá ser utilizada desde técnicas onde a cicatriz resultante será em forma de um “T” invertido, até apenas a cicatriz vertical e peri-areolar.

Uma paciente que venha a ser submetida à mamoplastia poderá amamentar, pois ainda restará tecido mamário pronto pra lactação. Por outro lado, o resultado da cirurgia poderá se alterar caso a paciente operada engravide ou engorde.

O PRÉ-OPERATÓRIO

Nos preparativos para a cirurgia são solicitados exames de laboratório, eletrocardiograma e raios-X de tórax. Será necessária também mamografia ou ultrassonografia das mamas.

A paciente passará pela consulta com o anestesiologista, que fará a avaliação clínica pré-cirúrgica. Nesse momento são esclarecidas todas as dúvidas sobre a anestesia; não se pode omitir nenhuma medicação que esteja tomando ou alergias; os fumantes deverão suspender esse costume 20 dias antes da cirurgia e manter suspenso por mais 20 dias.

Depois retornará ao cirurgião plástico para serem realizadas fotografias, ocasião onde será entregue o termo de consentimento informado.

O TRANS-OPERATÓRIO

No dia da cirurgia, a paciente se internará por volta das 06h30minh, em jejum de 12 h. A cirurgia é realizada num tempo que varia de 3 a 4 h. Retornando ao quarto após liberada pelo anestesista, e terá provável alta no dia seguinte.

O PÓS-OPERATÓRIO

A paciente necessitará de um soutiem cirúrgico, o qual deverá ser levado já ao centro cirúrgico, e será usado por 60 ou 90 dias, conforme liberação pelo cirurgião. Deverá fazer repouso, não levantando os braços num ângulo maior que 90º em relação ao ombro, e não poderá erguer peso, no 1º mês. No 2º mês, o cirurgião irá avaliar o que poderá ser liberado, e até noventa dias poderá voltar gradativamente ao nível de esforços do pré-operatório, observando-se as particularidades de cada paciente.

Os curativos serão semanais, ou quando marcado pelo cirurgião. Atenção também se dará em relação à exposição solar, que deverá ser evitada até pelo menos 6 meses.

Essa cronologia é esperada para a maioria das pacientes. Particularidades de cada organismo, doenças, raça, alimentação, repouso, etc., podem alterar o modo de cicatrização de qualquer cirurgia.